Laurette's head with a coffee cup (1917) & The black table (1919)

Laurette's head with a coffee cup (1917) & The black table (1919)
Henri Émile Benoît Matisse (1869-1954)

terça-feira, 19 de abril de 2011

UMA PEQUENA OBSERVAÇÃO

Tia Gorete não é o tipo de senhora convencional que você espera encontrar por aí. Ela lia muito, estava muito a frente de seu tempo. E às vezes me pegava a pensar se, ela não estava à frente do meu tempo também.
Ela não estava dentro dos padrões. Ela era excêntrica na natureza da sua alma, embora muitas vezes a peguei tentando ser mais simples, ela não negava nos olhos que aquilo a incomodava. Ela ouvia reggae, ela era uma adolescente num corpo muito mais velho. Tentava transgredir o que as pessoas consideravam normal para provar que, o fora do comum, também é normal. Pois, ela se considerava normal e por isso podia fazer o que não o era considerado. Deste modo, ela era a prova viva de uma anormal normal.
Meu Deus! Não me julguem! Estou só concretizando em palavras alguns devaneios. Afinal, convivo com ela e essa loucura toda está entranhada nos meus pensamentos mais íntimos. É isto que divido aqui. Os meus pensamentos mais íntimos, mais eu.
A loucura de Tia Gorete era mais que real. Ela trazia para discussão, assuntos tão nosso. Tão parte de nosso coração e no nível de um raciocínio comum. Eu gostava muito dela.

2 comentários:

  1. Regina, que blog acolhedor. Tia Gorete tem uma simpatia só dela. Até que eu acho que ela é acolhedora também, além dessa personalidade bem traçada. Blog com cheiro de "colo de avó', "conversa com tia', "brincadeira de quintal". Beijos!

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  2. Obrigada Geórgia. Fico muito feliz que tenha gostado de Tia Gorete. Eu sou apaixonada por ela. E quanto ao blog, fico satisfeita por agradar. Afinal, quem escreve, escreve para ser lido. Este é o propósito.
    Beijos.

    E vamos marcar para tomar um chá!

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